sexta, 01 de fevereiro de 2019 - 09:30h
Seafro reforça política de diálogo em reunião com comunidades
Entre as pautas, o fortalecimento representativo e a escolha do nome para o CEE
Por: Cantuária
Foto: Gabriel Penha
Reuniões com Lideranças e Representantes de Comunidades Negras e Quilombolas do Amapá

Reforçando sua política de diálogo, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) realizou a primeira de uma série de reuniões com lideranças e representantes de comunidades negras e quilombolas do Amapá. O encontro aconteceu na sexta-feira, 1º, no auditório da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), em Macapá.
Como pautas principais, a escolha do representante do segmento afrodescendente no Conselho Estadual de Educação (CEE) e o fortalecimento das comunidades através de suas entidades representativas. A representação no Conselho já foi ajustada através de Termo de ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF), no qual a Seafro se prontificou a intermediar a escolha do nome junto às comunidades, segundo explicou o secretário da pasta, Aluizo de Carvalho, que conduziu a reunião junto com sua equipe técnica.
O CEE é um órgão normativo, consultivo e deliberativo e que trata de questões importantes relativas à política educacional do Estado. Entre os anseios relatados na reunião está a da garantia da figura do professor quilombola, como uma forma de valorizar os filhos moradores das comunidades para atuar nas escolas das regiões. 
Quanto à organização, o senhor José da Fonseca, morador de São Miguel do Macacoari, sugeriu a criação da federação das associações quilombolas do Amapá. A proposta é que a nova entidade englobe as associações das cerca de 40 comunidades negras do Amapá, entre reconhecidas e tituladas. Outro ponto levantado na reunião foram recorrentes conflitos e até ameaças de morte por causa de terras. 
A criação da federação das associações quilombolas recebeu o apoio dos presentes. Um deles é Diomar Silva da Silva, líder comunitário em São Tomé Alto Pirativa, no município de Santana. Ele argumentou que a luta pela causa negra no Amapá será ainda mais fortalecida com a nova entidade, a qual deverá ter expressiva representatividade. 
Ainda deverão acontecer pelo menos mais quatro reuniões, com mais representantes de comunidades que ainda não se fizeram presentes nesta primeira.

Texto: Gabriel Penha

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