sexta, 31 de janeiro de 2020 - 12:15h
Capacitação prepara profissionais para o atendimento adequado à população Trans do Amapá
A oficina foi voltada para profissionais que atendem em diversos órgãos na administração pública.
Por: Alê Veloso
Foto: Alê Veloso / Ascom (SVS)
Ivon Cardoso é chefe da Unidade de vigilância epidemiológica.

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), realizou na manhã de quinta feira, 30, no auditório do prédio sede, oficina voltada aos profissionais da Saúde. Idealizada pela unidade de vigilância epidemiológica essa iniciativa se apoia no processo de descentralização da atenção básica e no atendimento às populações Trans do Estado.

A oficina contou com a participação de profissionais que atendem em diversos órgãos na administração pública, buscando atualizar a linha de atendimento á um publico específico. Eles dialogaram sobre o papel da Atenção Primária à Saúde no acolhimento e no cuidado de travestis e transexuais.

Roan Nascimento do coletivo de Homens Trans e UNA(LGBT) explica que: “Saber como atender a população Travesti e Transexual é muito importante porque garante que você vai ter um retorno. E você vai conseguir ter uma agenda, vai conseguir ter demanda e vai conseguir ter projetos. Então a capacitação surge desse ponto. É o primeiro degrau da escada”  

O encontro teve como ponto principal a discussão da importância do uso do nome social do indivíduo Trans; tanto na comunicação oral quanto nos prontuários e outros documentos dentro das unidades de saúde. Além das especificidades de saúde que esse público tem como o tratamento hormonal que muitas vezes é feito sem orientação profissional.

“Reunimos estes profissionais para realizar esta conversa pela importância do uso do nome social; como as Travestis e Trans devem ser tratadas no âmbito dos serviços de saúde; é importante porque vai fazer com que essa população seja bem atendida e possa retornar aos serviços que ela procurou, pra ter a garantia de que ela vá realizar o tratamento de saúde que essa pessoa tenha buscado” enfatizou Ivon Cardoso, gerente do Núcleo de vigilância epidemiológica da SVS.

O encontro teve como desafio aperfeiçoar o alcance das políticas públicas já existentes e a possibilidade da criação de novas políticas públicas voltadas para essa população. Estiveram presentes cerca de 30 profissionais de áreas como enfermeiros, médicos, biomédicos, psicólogos e atendentes da rede Superfacil.

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