Foi aberto nesta quinta-feira, 28, o 17º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, sediado pela terceira vez em Macapá (AP). Participam do evento governadores do Amapá, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Roraima, Pará e Rondônia. Pela primeira vez, em 17 edições, um chefe de Estado da Região Nordeste participará do evento para discutir demandas comuns entre as regiões. O representante será o governador do Piauí, Wellington Dias.
Anfitrião do evento, o governador do Amapá, Waldez Góes, abriu o Fórum dizendo que a prioridade será tirar encaminhamentos para resolver problemas que são unanimidade entre os estados que compõem a Amazônia Legal. “Os assuntos de interesse comum precisam ser tratados, conjuntamente”, defendeu.
Presente na abertura, o governador do Acre, Gladson Camelí, destacou que um dos principais temas a serem discutidos será o reforço na segurança pública nas regiões de fronteira, como forma de combate à criminalidade a nível nacional.
“Antes, os estados do Sul e Sudeste não tinham essa percepção de que o aumento da criminalidade estava enraizado nas regiões de fronteira, com a entrada de armas e drogas. Por isso, o Norte precisa pautar essa discussão e elevá-la em nível nacional”, evidenciou Camelí.
Consórcio Interestadual
Um dos principais encaminhamentos que devem ser feitos nesta edição do Fórum de Governadores, será a regulamentação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Com o funcionamento do dispositivo, os governadores pretendem fortalecer as reivindicações em bloco e, não mais isoladamente, inclusive, perante à comunidade internacional. “O Legislativo dos nove estados já ratificou a criação e, agora esperamos regulamentar o Consórcio já neste fórum”, destacou Waldez Góes.
Os governadores do Nordeste, inclusive, já sinalizaram a consolidação de um instrumento parecido com este Consórcio Interestadual, para fazer frente às suas reivindicações.
Novas câmaras
O governador do Amapá também anunciou que uma das propostas do 17º fórum será a criação das câmaras de saúde e educação. “Precisamos instituir essas câmaras para discutir assuntos importantes, como a atualização da tabela do SUS [Sistema Único de Saúde] e do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] que, para muitos estados, são as principais fontes de investimentos nestes setores”, frisou Waldez Góes, que percorreu cada Câmara Setorial de discussões temáticas, acompanhado do vice Jaime Nunes e do vice-governador do Acre, Wherles Rocha.
17º Fórum
Para pautar as discussões foram instituídas quatro Câmaras Setoriais no primeiro dia: Comunicação Pública; Consórcio Interestadual, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e, Segurança Pública. No segundo dia, os governadores vão deliberar sobre as agendas discutidas nas Câmaras Setoriais para a formulação da Carta de Macapá, com demandas comuns aos nove estados.
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