quarta, 27 de novembro de 2019 - 14:06h
Seminário Franco-Brasileiro traz juízes que debatem importância da unificação de informações entre os países na Região Norte
Cooperação Internacional propõe maior engajamento das instituições transfronteiriças para redução dos crimes nas fronteiras franco-amapaense
Por: josé Leonardo
Foto: José Leonardo
Coronel José Carlos Correa defendeu maior troca de informações entre as instituições penais para reduzir os crimes de fronteira

    O Segundo Dia do Seminário Franco-Brasileiro de Cooperação Policial e Penal que está sendo realizado entre autoridades do Brasil e da Guiana Francesa no auditório da Escola de Administração Pública do Amapá-EAP, transcorre com mais oito (08) palestras nesta quarta-feira,27, para um público de pessoas voltadas para o Direito Internacional e Instituições Nacionais de combate ao tráfico de drogas, de pessoas e garimpo ilegal no platô das Guyanas.

   Na ocasião, a delegada Silvia Almeida Fonseca, Coordenadora-Geral de Cooperação Internacional da Polícia Federal, expressou o trabalho eficaz que a PF realiza dentro do Estado do Amapá, aludindo a estrutura de mudanças para alcançar a eficiência necessária nos procedimentos de cooperação entre os estados da Região Norte, especialmente o Amapá com o território Ultramarino da Guyana Francesa. 

   "A estrutura nacional está sob a ordem da Ministério da Justiça cumprindo o que determina a Constituição Brasileira, onde o Brasil por meio da Polícia Federal estabelece contatos diretos com a Interpol, a Ameripol e Europol por conta de tratados internacionais. A gestão com apoio do Delegado Domingos Sávio produz ações operacionais, de capacitações, de troca de informações e uso de sistemas para combater os ilícitos ocorridos no território nacional e nas fronteiras do Brasil”. Ressaltou.

    Na sequência do evento, tomou voz o coronel José Carlos Correa, Secretário de Segurança Pública do Amapá, que mapeou o desenvolvimento das organizações criminosas atuantes nos municípios amapaenses por meio do trabalho eficiente da inteligência dos policiais dos órgãos da SEJUSP.   

    “Tão importante é essa cooperação entre os países do Brasil e da França para que se tenha um mapeamento das organizações e que se possa desde já implementar estratégias que busquem mitigar essas forças nefastas de facções que vem arregimentando nossos jovens para o tráfico de drogas no Brasil.” Pontuou.

     Por último palestrou, o eminente o procurador da República no Amapá, Rodolfo Soares Ribeiro, que apresentou um breve aspecto da atuação do Ministério Público Federal no combate com ações integradas e precisas diante da criminalidade nas fronteiras brasileira e da Guiana Francesa.

     “Três são os aspectos emblemáticos de nosso trabalho nas fronteiras, o isolamento territorial, as oportunidades de cooperação e consequências socioeconômicas e o aumento do fluxo de pessoas, bens e capitais nesses espaços territoriais vizinhos”.

    `A tarde, o advogado da União Marconi Costa Melo e a Juíza Daphné Onimus proferiram temáticas voltadas para o judiciário e a instrução Penal junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

      Na quinta-feira-28, haverá a cerimonial  e encerramento com os desafios e necessiadades de informações na cooperação Brasil e França no combate aos crimes de fronteira.

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