quinta, 27 de junho de 2019 - 10:18h
Semana de Saúde na Fronteira: SVS pauta doenças crônicas e ações de combate e controle a vetores
Cooperações Brasil-França na prevenção em saúde foram encaminhadas ao longo do terceiro dia do encontro
Por: Nathan Zahlouth
Foto: Nathan Zahlouth
Dra. Margarete Gomes apresenta estudo sobre o quadro de doenças crônicas no AP

 A Semana da Saúde na Fronteira continuou sua programação nos municípios de Oiapoque (Amapá – Brasil) e São Jorge (Guiana – França), nesta quarta-feira, 26. É o terceiro dia de atividades e discussões entre os dois países para melhorar a saúde na região, ao norte do estado.

Pela manhã, a reunião aconteceu no Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp), em Oiapoque. O debate girou em torno das doenças crônicas. A servidora da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e pesquisadora, Dra. Margarete Gomes, apresentou um estudo realizado pelo órgão que demonstra que a doença crônica que mais mata no Estado do Amapá são as isquêmicas (falta de sangue no órgão) do coração.

“Muitas vezes, as doenças do coração estão ligadas aos hábitos da pessoa que mantém uma vida sedentária e com má alimentação. O que mais mata no Amapá são doenças crônicas, e é necessário planejar e montar estratégias para que isso não aconteça” afirmou Margarete Gomes.

Doenças transmitidas por vetores em pauta no lado francês

Já no lado francês, o debate aconteceu no anexo da prefeitura de São Jorge. O tema foi doenças transmitidas por vetores, como malária, dengue, zika e chikungunya. A apresentação foi feita pelos agentes de combate às endemias da Guiana e de Oiapoque. Inicialmente apresentada por Jean Hoasim, especialista em educação em saúde da direção de combate a vetores da Guiana, e Volmir Zanini, servidor do setor de entomologia da SVS.

“O mosquito transmissor das doenças precisa ser combatido de forma estratégica. Uma ação cooperada entre os dois países, já que se trata de uma fronteira na região amazônica propicia a essas doenças, é fundamental. Esse debate é importante para compreender de que forma Brasil e França podem fazer ações em conjunto combatendo os vetores”, afirmou Volmir Zanini, servidor da SVS.

Combate à malária na região de garimpo

Na continuação do evento foi apresentado o projeto “Malakit” que consiste em estratégia da ONG brasileira “Depac Fronteira”, para o combate à malária dentro das áreas de garimpo. O projeto preconiza o autodiagnóstico dos garimpeiros feito com teste rápido e a automedicação já entregue para eles junto com o teste rápido. São instaladas bases dentro das regiões do garimpo onde é cadastrado as pessoas e entregue um kit contendo teste rápido e remédio com o tratamento completo para malária.

“O projeto Malakit atinge aqueles que estão em áreas de difícil acesso. São garimpeiros que não têm assistência em saúde. O combate à malária precisa chegar até eles, nos fazemos um levantamento dentro das bases no garimpo e tratamos os doentes”, afirmou Jane Bordalo, diretora da ONG Depac Fronteira.

Cooperação para ações de educação em saúde

O terceiro dia encerrou com a discussão sobre educação em saúde. O secretário de Saúde de Oiapoque, Isau Macema, e o gerente da guarda de endemias, Jean Michel Hoasim, direção de combate aos vetores de Guiana, iniciaram uma tratativa para realizar ações conjuntas de combate aos vetores e em breve devem estabelecer um calendário dessas ações no mesmo período para os dois municípios.

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