quarta, 25 de setembro de 2024 - 09:40h
POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA 2ª FASE DA OPERAÇÃO MURUS E PRENDE POLICIAL PENAL E DOIS INTEGRANTES DE GRUPO CRIMINOSO POR FACILITAR ENTRADA DE ILÍCITOS NO IAPEN
Por: Assessoria de Comunicação PC-AP
Foto: Polícia Civil

Na manhã desta segunda-feira, 23, a Polícia Civil do Amapá, por meio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com o apoio da Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes (DETE), Núcleo de Operações com Cães (NOC), Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), deflagrou a 2ª fase da Operação Murus. A operação resultou na prisão de um policial penal e dois membros de um grupo criminoso, suspeitos de facilitarem a entrada de drogas e outros materiais ilícitos no IAPEN, comprometendo a segurança interna do presídio.

As investigações, que culminaram na operação, começaram após uma prisão realizada pela Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes (DETE), com o apoio do Núcleo de Operações em Inteligência (NOI), envolvendo o policial penal suspeito, que foi preso por crime de falsa identidade e posse de entorpecente para uso pessoal. Junto com outros membros do grupo criminoso, ele já havia sido investigado em uma ação relacionada ao tráfico de drogas. A partir dessa prisão, a Polícia Civil intensificou as investigações e descobriu um esquema maior de introdução de ilícitos no sistema prisional, organizado pelo policial penal e outros integrantes do grupo.

Segundo as investigações, um dos principais contatos do policial penal solicitava o transporte de drogas para presos dentro do IAPEN, fornecendo instruções detalhadas sobre horários e locais de entrega das substâncias ilícitas. Em troca, o policial penal recebia pagamentos por meio eletrônico, confirmando sua participação ativa no esquema.

Outro contato também solicitava a entrega de uma encomenda, utilizando termos codificados para se referir a drogas. As mensagens interceptadas entre os envolvidos continham instruções detalhadas sobre a logística das entregas, além de orientações para apagar as conversas, numa tentativa de ocultar provas e dificultar a investigação.

As diligências conduzidas pela equipe policial também revelaram que policial penal suspostamente utilizava dois veículos para realizar o transporte de drogas e outros itens ilícitos ao IAPEN: uma motocicleta e um carro. Esses veículos foram apreendidos em cumprimento a ordem judicial de sequestro de bens, resultado de representação da DRACO.

A investigação também levantou evidências de que o policial penal mantinha um padrão de vida incompatível com sua renda declarada. Ele frequentemente realizava viagens, passeios e participava de festas eletrônicas, compartilhando suas atividades nas redes sociais. Esse estilo de vida, desproporcional à sua renda oficial, reforçou as suspeitas de que seus bens e despesas eram financiados por atividades criminosas.

Durante a operação realizada em Macapá, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de três mandados de prisão. A Polícia Civil apreendeu entorpecentes em pequenas quantidades, petrechos utilizados para o consumo de drogas, além de um kit solar completo, com painéis solares e inversor, avaliados em cerca de R$ 20.000,00, todos adquiridos com recursos de origem suspeita.

O Delegado Ismael Nascimento, titular da DRACO, destacou a importância da operação.

"Através de meses de investigação da DRACO e integração na deflagração, foi possível desmantelar um esquema que envolvia a facilitação de ilícitos dentro do IAPEN, com o envolvimento direto de um agente público, em uma clara ofensa a segurança pública e ao sistema penitenciário. A ação de hoje demonstra o compromisso da Polícia Civil junto de outros órgãos em combater o crime organizado", disse o Delegado.

As investigações continuarão com a análise detalhada dos dispositivos eletrônicos e das comunicações interceptadas para identificar outros possíveis membros do grupo criminoso e aprofundar o entendimento do esquema. A Polícia Civil do Amapá segue firme no combate ao crime organizado e reforça seu compromisso com a segurança pública, especialmente no contexto penitenciário, garantindo que novas operações sejam realizadas para manter a ordem e a segurança no estado.

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