quinta, 24 de outubro de 2024 - 12:33h
Governo do Amapá e Ministério da Saúde avaliam impactos da seca e queimadas em Tartarugalzinho
Moradores sentem os efeitos da estiagem severa com a baixa do nível dos rios e desabastecimento de água potável.
Por: Mônica Silva
Foto: Mônica Silva
Reunião identificou problemas que Tartarugalzinho está enfrentando com a seca e queimadas nas últimas semanas

Equipes do Governo do Amapá e do Ministério da Saúde (MS) iniciaram no município de Tartarugalzinho, a análise dos impactos da seca e das queimadas na saúde dos moradores da região. A estiagem severa provocou a baixa no nível dos rios e desabastecimento de água potável nas comunidades.

Em reunião com a Secretaria Municipal de Saúde de Tartarugalzinho, foram identificados os principais problemas que os moradores estão enfrentando. A partir de agora, serão apresentadas as necessidades e alternativas para reverter o atual cenário.

A gerente do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da SVS, Solange Costa, ressaltou que a seca tem desencadeado incêndios que ameaçam a vegetação, a fauna e a flora da região, além de problemas respiratórios e alérgicos, como asma e bronquite, atingindo principalmente as crianças. 

"Estamos trabalhando de mãos dadas para enfrentar essa situação, e nossas ações estão sendo constantemente ajustadas para beneficiar a população de forma integrada a partir do diálogo entre o Governo do Amapá, Federal e a gestão municipal", afirmou Solange.

Escassez hídrica provocou o desabastecimento de água potávelEscassez hídrica provocou o desabastecimento de água potávelFoto: Mônica Silva/SVS

Para a secretária Municipal de Saúde de Tartarugalzinho, Lilian Abreu, o apoio dos órgãos públicos vai garantir assistência aos moradores e melhor qualidade vida.

“Queremos, nesse momento, minimizar os efeitos causado a pela seca e queimadas. Nossa maior preocupação é com relação à saúde dos moradores devido à falta de água própria para consumo, e estamos em busca de uma solução rápida e eficiente”, frisou Lilian.

Focos de incêndios geram problemas respiratórios e alérgicos, como asma e bronquite, atingindo principalmente as criançasFocos de incêndios geram problemas respiratórios e alérgicos, como asma e bronquite, atingindo principalmente as criançasFoto: Mônica Silva/SVS

Com o encerramento da visita técnica, prevista para esta sexta-feira, 25, a equipe produzirá um diagnóstico situacional para subsidiar as ações que o Ministério da Saúde deverá adotar para atender as necessidades, implementando soluções para melhorar a saúde da população.

“A reunião serviu para alinharmos e fortalecermos todas as ações do Governo Federal e Estadual. O relatório final vai viabilizar a ampliação de todas as medidas de enfrentamento”, destacou a representante da Sala de Situação do Ministério da Saúde, Rafaela Ferreira.

Focando nos efeitos de prevenção, o Governo do Amapá monitora, por meio do Laboratório de Saúde Pública do Amapá (Lacen), os pontos de abastecimento de água no município, fazendo a coleta de amostras no Rio Tartarugalzinho, de caminhões-pipa, escolas e creches para analisar a qualidade do produto. 

Está sendo realizada a coleta da água em escolas para identificar se está própria para consumoEstá sendo realizada a coleta da água em escolas para identificar se está própria para consumoFoto: Mônica Silva/SVS

Outra medida adotada para proteger a saúde da população é a distribuição de hipoclorito de sódio para os moradores. A substância é utilizada, principalmente, para desinfecção da água destinada ao consumo humano, visando prevenir doenças de transmissão hídrica e alimentar.

"O período de seca e das queimadas nos traz muitos problemas de saúde pública, por isso, a prevenção é fundamental. O hipoclorito vai garantir uma água potável para a população enquanto trabalhamos na análise dos pontos de abastecimento", explicou o coordenador do Programa Municipal de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) de Tartarugalzinho, Abel Vinicius Mendes.

Coordenador do Vigiagua, Abel Vinicius Mendes
Coordenador do Vigiagua, Abel Vinicius MendesFoto: Mônica Silva/SVS

Além das escutas, a comitiva do Ministério da Saúde e SVS realiza visitas nas comunidades mais afetadas. A missão também é composta por técnicos das secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente, Atenção Primária à Saúde (Saps), Atenção Especializada à Saúde (Saes) e Saúde Indígena (Sesai).

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