quarta, 22 de maio de 2024 - 15:31h
Proteção da infância e adolescência é tema de workshop promovido pela Governo do Amapá e Rede Abraça-me
Formação debateu alinhamento de protocolos de atendimento nos casos de abuso e exploração sexual em Macapá
Por: Jamaile Gurjão
Foto: Jamaile Gurjão/Ascom SEAS
Cerca de 100 participantes de diversas instituições participaram do workshop.

O Governo do Amapá, por meio da Secretaria Estadual de Assistência Social , promoveu nesta quarta-feira, 22, um workshop de alinhamento do fluxo de atendimento da Rede Abraça-me. O objetivo foi atualizar os técnicos do sistema de garantia de direitos que compõe a Rede sobre as portas de entrada das vítimas de abuso e exploração sexual infantojuvenil no município de Macapá.

“Este momento é fundamental para que possamos aprimorar o atendimento que está sendo ofertado e prevenir a revitimização de uma criança ou adolescente que procure os serviços da Rede”, destaca Lucinete Tavares, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDCA/AP.

Participaram profissionais de diversas áreas, como assistência social, saúde, justiça, educação, em um momento rico de trocas de experiências, dos desafios que se impõe no cumprimento da proteção integral da infância e da adolescência em Macapá, mas também alternativas de diálogos interinstitucionais.

A ação compõe as programações do Maio Laranja, mês que destaca o combate a estas graves violações de direitos de crianças e adolescentes. Desta forma, a formação visou destacar a importância de uma rede preparada e integrada para prevenir, informar e recepcionar casos de abuso de forma humanizada, sistêmica e eficiente.

“Enquanto Ministério Público, estamos atuando em prol desta campanha junto à Rede Abraça-me de maneira muito próxima. Se não tivermos essa ideia de integração, do trabalho em rede, fluxos bem definidos e compromisso, não vamos superar os obstáculos. E a cada vez que nos reunimos, estamos aumentando nossa capacidade de lidar com os desafios à proteção de direitos de nossas crianças e adolescentes”, afirma a promotora de Justiça da Infância e Juventude, Fábia Regina Martins.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no Amapá o abuso sexual é a forma de violência contra crianças e adolescentes mais notificada e crescente, com 983 casos no período entre 2018 a 2023.

“Além da sobreposição de diversas formas violências, essa situação tende a se perpetuar em diferentes fases da vida, se não houver uma quebra do silêncio, desses ciclos violentos. Se a sociedade não se atentar para o fato de que temos que reduzir a tolerância com a violência, vamos ter estatísticas cada vez maiores”, diz a técnica do Serviço de Vigilância em Saúde (SVS), Michele Sfair.

“Em 2022 tivemos o maior pico de violência sexual dos últimos 5 anos, com 235 casos. Já em 2023, foram 229 registros, e contabilizando. Esses números ainda não representam a realidade de fato, pois a denúncia de casos nas nossas regiões ribeirinhas ainda é complexa. Isto nos acende um alerta sobre a necessidade de ampliar e fortalecer estratégias de prevenção e proteção da infância e juventude”, afirma o secretário adjunto de Assistência Social, Hugo Paranhos.

GALERIA
  • Lucinete Tavares, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDCA/AP.
  • Promotora de Justiça da Infância e Juventude, Fábia Regina Martins.
  • Técnica do Serviço de Vigilância em Saúde (SVS), Michele Sfair.
  • Secretário adjunto de Assistência Social, Hugo Paranhos.
  • Composição da mesa de abertura
  • Equipe técnica
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