terça, 18 de junho de 2019 - 09:52h
Posto de fiscalização no combate à mosca da carambola será reativado no aeroporto de Macapá
Previsão é que serviço volte a funcionar a partir desta semana. Amapá é um dos estados que registram incidência do inseto nos frutos.
Por: Por G1 AP
Foto: Maksuel Martins/Secom/Divulgação
Posto de fiscalização no combate à mosca da carambola será reativado no aeroporto de Macapá

O novo prédio do Aeroporto Internacional de Macapáinaugurado em abril, ao lado da antiga estrutura, na Zona Central da cidade, terá reativada a campanha de vistoria de frutos em bagagens. O serviço, feito pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro), deve reiniciar esta semana, com foco na fiscalização para o combate à difusão da mosca da carambola.

O serviço estava desativado devido mudanças estruturais para o novo terminal. De acordo com a Diagro, além de fiscalização, o posto também vai atuar com ações educativas. As ações ocorrem dessa maneira até que a agência instale um novo scanner no aeroporto, o que ainda não há previsão para ocorrer.

O diretor-presidente da Diagro, José Renato Ribeiro, detalha que os passageiros que embarcam com destino a outros estados serão abordados por agentes do órgão, que farão orientações específicas sobre o transporte de produtos.

Algumas cargas, segundo a Diagro, serão abordadas com o objetivo de evitar que frutos hospedeiros da mosca deixem o estado, o que pode provocar sérios danos para a economia do país, principalmente se esses frutos chegarem a pontos produtores de frutos que são exportados para outros países.

“Para estas fiscalizações recebemos o reforço de colaboradores da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural que estão finalizando um treinamento sobre a mosca da carambola”, informou Ribeiro.

A agência deve colocar informativos no aeroporto sobre quais frutos os passageiros não podem transportar para fora do Amapá. A melhor orientação é que os passageiros que evitem levar frutos nas bagagens.

A Diagro estuda a possibilidade de atuar no posto com um cão farejador, que é treinado para auxiliar nas fiscalizações.

“Será um reforço a mais nas fiscalizações uma vez que o cão, a exemplo do que é feito no trabalho de combate às drogas, poderá farejar frutos nas bagagens e, com isso, aumentar nossa capacidade de fiscalização”, afirmou o diretor-presidente.

De acordo com levantamento realizado em março pela superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Amapá, a mosca só não havia sido identificada este ano nos municípios de PracuúbaAmapáVitória do Jari e Laranjal do Jari. Já os que possuem maior incidência da praga são Macapá, OiapoquePedra Branca do Amapari e Serra do Navio.

A mosca da carambola entrou no Brasil em 1996, pelo município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, e é considerada espécie invasora, originária do sudeste asiático.

Por muitos anos, a praga foi mantida sob controle, mas, em 2010 foi identificada em Roraima, e, em 2018, no Pará, o que intensificou o alerta, fazendo com que os órgãos de controle passassem a fortalecer a fiscalização nos portos.

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