segunda, 14 de outubro de 2024 - 10:22h
Aprendizados na Tanzânia: Uma Nova Perspectiva sobre a Mandioca para o Amapá
o servidor do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), Wescley Mendes Pedrosa, em companhia de representantes do SEBRAE Amapá, EMBRAPA Amapá, IEPA, EMBRAPA Cruz das Almas/BA e dois produtores de maniva semente do Amapá, embarcou em uma viagem ao continente africano
Por: Humberto Baia
Foto: ascom
Wescley Mendes Pedrosa, engenheiro agrônomo Rurap

Recentemente, o servidor do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), Wescley Mendes Pedrosa, em companhia de representantes do SEBRAE Amapá, EMBRAPA Amapá, IEPA, EMBRAPA Cruz das Almas/BA e dois produtores de maniva semente do Amapá, embarcou em uma viagem ao continente africano, mais precisamente à cidade de Dar Es Salaam, na Tanzânia. A missão não apenas visou a troca de experiências, mas também a busca por soluções que possam beneficiar a mandioca, um cultivo de grande importância tanto para a Tanzânia quanto para o estado do Amapá.

A Tanzânia figura entre os principais produtores de mandioca do mundo, ocupando a 11ª posição no ranking global. Assim como no Amapá, a mandioca é um alimento essencial para a soberania alimentar e nutricional da população. No entanto, enquanto os amapaense consomem a mandioca predominantemente na forma de farinha, a cultura tanzaniana destaca-se pelo uso da mandioca de mesa, revelando práticas e hábitos alimentares que podem servir de inspiração para novas abordagens no cultivo e consumo da mandioca no Brasil.

Durante a estadia, os participantes puderam observar de perto o trabalho realizado por instituições como o IITA (International Institute of Tropical Agriculture), o TARI (Tanzania Agricultural Research Institute) e o TOSCI (Tanzania Official Seed Certification Institute). Essas organizações têm desempenhado um papel crucial em programas de melhoramento genético, multiplicação in vitro e in vivo, além da formação de maniveiros produtores de sementes e certificação de mudas. Através da implementação de laboratórios e estações de pesquisa voltados para a produção de mandioca, estão superando desafios significativos, como o combate a viroses que afetam as lavouras.

As lições extraídas da experiência tanzaniana prometem vir a ser um importante recurso para os técnicos e produtores do Amapá. A compreensão do processo organizativo e dos modelos de sucesso na mandiocultura da Tanzânia poderá propiciar estratégias inovadoras que visem melhorar os índices de produção e produtividade da mandioca no estado, que enfrenta dificuldades em sua cadeia produtiva.


"A viagem à Tanzânia, portanto, não é apenas uma jornada para troca de conhecimentos, mas um passo significativo em direção à valorização da mandioca e ao fortalecimento da agricultura no Amapá. Com a implementação de técnicas e modelos bem-sucedidos, é possível vislumbrar um futuro próspero para a mandiocultura tucuju, promovendo a segurança alimentar e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais." acrescenta Wescley pedrosa.

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