O Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), deu início a uma mobilização estadual para fortalecer o enfrentamento ao trabalho infantil. A iniciativa foi marcada pelo seminário “Tecendo Redes – Trabalho Social com Famílias no Enfrentamento ao Trabalho Infantil”, que reuniu, nesta quarta-feira,11, trabalhadores do SUAS dos 16 municípios do estado, no auditório da Fecomércio, em Macapá.
A capacitação,teve prosseguimento até esta quinta-feira, 12, como parte da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, que neste ano tem como tema “Transformar os nossos compromissos em ação” e o slogan “Toda criança que trabalha perde a infância e o futuro”. O objetivo do evento é articular, qualificar e integrar os serviços da rede de proteção social, assegurando respostas mais efetivas e humanizadas diante da complexa realidade do trabalho infantil.
Segundo a secretária adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional da Seas, Karina Alfaia, a qualificação representa um avanço na atuação da política de assistência social.
“Capacitar é proteger. Estamos investindo em conhecimento para garantir que nossas crianças não apenas saiam do ciclo do trabalho infantil, mas tenham seus direitos plenamente respeitados. Este seminário é uma resposta concreta ao que a campanha nacional nos convoca: transformar o compromisso em ação”, afirmou a gestora.
A formação é direcionada aos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social SUAS, além de conselheiros de direitos, representantes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) e de outros setores da rede intersetorial. A capacitação é conduzida pela assistente social e consultora Neila Soledade, referência nacional na área e idealizadora do projeto “Café com SUAS”.
Para Neila Soledade, o enfrentamento ao trabalho infantil exige sensibilidade, conhecimento técnico e atuação articulada:
“É nas famílias que tudo começa e é com elas que devemos trabalhar. Não se trata apenas de tirar a criança do trabalho, mas de oferecer uma rede de apoio que transforme sua realidade. Capacitar os profissionais é um passo fundamental para uma política efetiva e humana”, destacou.
Ao final do seminário, a expectativa é que os profissionais estejam mais capacitados para identificar, notificar e acompanhar casos de trabalho infantil, promover articulações mais eficientes entre políticas públicas e garantir uma infância protegida, digna e com oportunidades reais de desenvolvimento para todas as crianças e adolescentes do Amapá.
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