41ª SOLTURA DO PROGRAMA QUELÔNIOS DA AMAZÔNIA – PQA
Estiveram presentes no município de Afuá nos dias 05 e 06 de abril a convite do IBAMA, através da Associação de Produtores Rurais do Amapá – APRAP, o Senhor Renan Massoni (Presidente-APRAP), Kátia Petini (Diretora), Rosilene Prado (Associada) e o Biólogo Daniel Oliveira da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Grande, representando o secretário Valdir Pantoja no projeto da soltura de quelônios aquáticos que mostra a importância da espécie para a fauna amazônica.
“Realmente pode colocar a mão na massa, e estar aqui pela primeira vez, a gente sente a energia, sente a importância do projeto tanto aqui em Afuá quanto em outras regiões, até porque a gente sabe que são poucas tartarugas e tracajás que chegam a vida adulta, então participar de tudo isso faz com que a gente tenha uma esperança no equilíbrio do ecossistema, e em nome dos produtores de grão do estado do amapá nos colocamos a disposição em ser parceiro do projeto”. Relatou Renan Massoni.
Essencial para a manutenção do ecossistema amazônico, os quelônios são repteis extremamente ameaçados pela ação antrópica, ou seja, por interferências humanas. Algumas das principais espécies na região amazônica e a Tartaruga-da-Amazônia. Com um ciclo reprodutivo sensível, que exige cuidados essenciais, existem algumas iniciativas que focam no manejo e conservação de quelônios na região do município de Afuá, pela Prefeitura Municipal através do Prefeito Mazinho Salomão e tendo como um dos principais parceiros para que isso aconteça durante esses 41 anos de soltura o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.
“Essas ações envolvem a conservação da biodiversidade onde favorecem que tenham mais filhotes no meio ambiente e com isso mais adultos. A importância dos quelônios que são repteis de casco, para o meio ambiente é que ele faz parte da cadeia alimentar de outras espécies e até mesmo da população que vive na região, ajudam na limpeza dos rios com a alimentação deles e também na dispersão de sementes, ou seja, quando eles se alimentam de frutos, essas sementes é digerida e nesse processo ocorre a quebra de dormência fazendo assim que as semente de arvores e outras espécies germinem com mais rapidez nas margens dos rios. Vale ressaltar que as tartarugas têm em média 1 metro e 75kg na fase adulta, enquanto os tracajás alcançam 45cm e 5kg quando adultas e os pitiús atingido cerca de 35cm e 4kg entre as fêmeas, sendo maiores que os machos. As tartarugas depositam entre 80 e 100 ovos por ninho, os tracajás entre 15 e 30 ovos e os pitiús entre 20 e 25 ovos por cada ninho”.
Pontuou o Biólogo Daniel Oliveira, que participou do projeto pela primeira vez este ano, e afirma que o projeto gera esperança e apresenta resultados positivos para o futuro da espécie.
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