sábado, 09 de março de 2024 - 07:07h
DIA 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES
Se essas são condições muito difíceis para os homens, imaginem para as mulheres, imersas em um mundo que até pouco tempo era eminentemente masculino, e no bom e no mal sentido.
Por: Dorival da Costa dos Santos (Nei)
Foto: ASCOM/RURAP
homenagem Rurap 08 de março dia internacional da mulher.

DIA 08 DE MARÇO
DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

 

A MULHER EXTENSIONISTA

O serviço de extensão e assistência técnica rural é psicologicamente exaustivo e fisicamente extenuante, especialmente os feitos nos mais diferentes rincões da Amazônia, só para citar uns poucos exemplos das agruras dessa atividade: longos afastamentos de familiares e entes queridos, riscos constantes de acidentes e contração de doenças; trabalhos fisicamente fatigantes. entre outros.

Se essas são condições muito difíceis para os homens, imaginem para as mulheres, imersas em um mundo que até pouco tempo era eminentemente masculino, e no bom e no mal sentido.

Mas aos poucos elas foram conquistando espaços, tiveram que provar e comprovar a sua competência profissional para serem aceitas, a princípio pelos próprios colegas, a maioria homens, e, a seguir, na família dos agricultores onde extensionistas, homens ou mulheres, geralmente são acolhidos como amigos ou membros da família. O trabalho de extensão rural é diferenciado, há que se ter aptidão, dom, capacidade técnica e tem muito a ver com confiança, respeito e continuidade.

As servidoras do Rurap, somam 74 (setenta e quatro) mulheres e representam 22,5% do quadro, portanto, ainda muito longe da paridade de gênero. São em sua maioria engenheiras agrônomas, florestais, engenheiras e técnicas de pesca, tecnólogas em alimentos, zootecnistas, técnicas agrarias de todo tipo, nutricionistas, pedagogas, sociólogas, assistentes sociais, economistas domésticas. mas também sabem muito sobre psicologia, assistência social, empatia, habilidades que vão desenvolvendo com o passar dos dias e que vêm se somar ao domínio de técnicas e conhecimentos exigidos por suas formações de origem.

Imaginem uma extensionista recém concursada tendo que demonstrar conhecimento em um mundo comandado pelos homens, então é preciso mostrar competência, capacidade técnica para seus colegas de trabalho e para os produtores rurais que também deviam olhá-la com desconfiança. Mas conforme progride na carreira vai ganhando respeito e confiança dos colegas e, também, dos agricultores.

São as mulheres da extensão rural amapaense, que junto com pesquisadoras e técnicas e demais mulheres atuantes nas mais diferentes áreas do setor primário, que fazem a diferença, empoderando outras mulheres e conquistando espaço onde não importa ser masculino ou feminino, mas ter coragem e competência para seguir adiante em busca de um mundo melhor, especialmente para os nossos agricultores e agricultoras familiares.

Dorival da Costa dos Santos (Nei)

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